Aqui você encontra material relacionado com a Cultura Afro Brasileira. Textos, apresentações, apostilas, reportagens que poderão ajudar em seu trabalho e conhecimento.
BIBLIOGRAFIA
1- ORIXÁS - Pierre Fatumbi Verger - Círculo do livro
2- DO BILABONG AOS ORIXÁS - Lulah Small - Fundação Ceciliana Abel de Almeida.
3- NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA - Natalicia Soares - Fundepar
4- MULHER NEGRA - Politica Governamental e a mulher - Sueli Carneiro e Thereza Santos - Nobel.
5- BAHIA - Imagens da Terra e do povo - Odorico Tavares- Ediouro
6- ESCRAVOS E SENHORES DE ESCRAVOS - Décio Freitas - Mercado Aberto
7- O ESCRAVISMO BRASILEIRO - Décio Freitas - Mercado Aberto
8- CANDOMBLÉS DA BAHIA - Edson Carneiro - Civilização Brasileira
9- ESTUDO PSICANALÍTICO DOS RITUAIS AFRO-BRASILEIROS - La Porta, E.M - Livraria Ateneu
10- LENDAS AFRICANAS DOS ORIXÁS - Pierre Fatumbi Verger e Cerbé - Currupio
11- O TERREIRO E A CIDADE - Muniz Sodré - Vozes
12- SAMBA O DONO DO CORPO - Muniz Sodré - Pasquim
13- TANTO PRETO QUANTO BRANCO - Oracy Nogueira - T.A Queiroz, Editor.
14- O DUPLO E A METAMORFOSE - Monique Augras - Vozes
15- ZUMBI - Joel Rufino dos Santos - Editora Moderna.
16- DO BATUQUE Á ESCOLA DE SAMBA - J. Munizzz JR - Edições Simbolo
17- FALA, CRIOLO - Haroldo Costa - Edotora Record
18- DEUS, ESPIRITO E MAGIA NUM CONTEXTO AFRICANO - Josef A. Graf - edições Loyola
19- CADERNOS NEGROS 14 - Contos - Edição dos Autores Quilombhoje - CX Postal 58142 São Paulo.
20- AFRICAN MASKS - Robert Bleakley - Thames and hudson - London
21- ARTE DE PAPUA Y NUEVA GUINEA - Ediciones Poligrafa Barcelona
22- AS SOCIEDADES PRIMITIVAS - Salvat editora do Brasil
23- DANÇAS DA ÁSIA, AFRICA E OCEANIA - Maria Amalia Correa Giffoni - Nobel - SCET - CEC - São PAulo
24- RACISMO, MACHISMO E PLANEJAMENTO FAMILIAR - Mario Vitor de Assis Pacheco - Vozes
25- TODOS OS SEGREDOS DE OXUM - Jacimar Costa - Ediouro
26- CONTOS E LENDAS DA AFRICA - Margret Carey - Melhoramentos - Série Prisma
27- GUIA PRATICO DO CANDOMBLÉ ( KETU ) DA BAHIA - Jorge alberto Varanda - Editora Eco
28- QUILOMBOSE QUILOMBOLAS EM TERRAS GAÚCHAS - Mário josé Maestri Filho - Universidade da Caxias do Sul EST/UCS
29- KAZUKUTA - Crônicas do Terceiro Mundo - Francisco Hardy - Editorial Livramento
30- ETNIAS E CULTURAS NO BRASIL - Manuel diégues JR - Ed. Civilização Brasileira
31- COLEÇÃO AFRO-ÁSIA - nº 13 e 14 - Publicação do Centro de Estudos afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia
32- GINÁTICA AFRO-AERÓBICA - José Anchieta - Shape editora LTDA
33 - HISTÓRIA E CULTURA AFRO BRASILEIRA - Regiane Augusto de Mattos - Editora Contexto
DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS
As danças folclóricas evoluíram de várias maneiras a partir de antigos rituais mágicos e religiosos. No Brasil, as danças folclóricas resultaram da fusão das culturas portuguesa, negra e indígena.
Batuque O Batuque é uma dança de origem africana, do ritual da procriação. Foi severamente proibida na época colonial pelos padres. Dança muito popular em algumas cidades do interior de São Paulo, nas festas do Divino Espírito Santo, ou nas festas juninas. O batuque é dançado em terreiro ou praça pública. Uma fileira de homens fica ao lado dos tocadores. As mulheres ficam a uns 15 metros de distância. Então, começa a dança, começam as umbigadas. Cada homem, dançando, dá três umbigadas numa mulher.Os músicos tocam. Um batuqueiro "modista" faz a poesia, os versos.Há o solo e, em seguida, o coro é feito por todos que estão batucando.
Catira A Catira é executada originalmente apenas por homens, embora hoje muitas mulheres, principalmente as mais jovens também pratiquem.Em alguns municípios, a catira é parte integrante da Folia de Santos Reis, porém nada impede que seja destacada da manifestação, para ser cantada e dançada em outros períodos do ano. As cantorias são um tipo de moda de viola entoadas, geralmente, por dois violeiros. A temática enfocada pode ser relacionada ao dia-a-dia, trabalho, amores, saudades, lugares, etc. A dança, muito chamativa devido ao seu vigor e sincronicidade, compõe-se de palmateios e sapateios ritmados que os catireiros executam, em duas fileiras (uma em frente à outra, formando pares). Comum na região Sudeste do Brasil.
Çairé O Çairé é uma manifestação folclórica e religiosa encontrada na ilha de Alter-do-Chão, a 30 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará. Atualmente acontece no mês de setembro. A festa atrai milhares de turistas que, durante três dias, cantam, dançam e participam de rituais religiosos e profanos, resultantes da miscigenação cultural entre índios e portugueses. Consta que a festa foi criada pelos índios como forma de homenagear os portugueses que colonizaram o médio e o baixo Amazonas. Sua origem está no fato de que os colonizadores que aportavam em nossas terras exibiam seus escudos. Os índios então faziam o seu "ÇAIRÉ", como foi chamado o símbolo que é carregado nas procissões, imitando o escudo usado pelos portugueses. O escudo dos índios era feito de cipó recoberto de algodão e outros adornos, enfeitado de tiras de várias cores e rosetas de pano colorido.
Dança do Carimbó Criada pelos índios Tupinambá que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semi-deuses. Inicialmente, segundo tudo indica, era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambás começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que , de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é à toa que a "Dança do Carimbó" apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente.
Fandango Dança rápida e sapateada, fortemente ritmada, acompanhada em geral de guitarra, castanholas ou acordeão. Originária da Espanha, e comum na América espanhola, adquiriu feição própria em Portugal e no Brasil, onde o nome se aplica a uma série de danças folclóricas rurais, com diferentes coreografias.
Lundu O "Lundu" é uma dança de origem africana trazida para o Brasil pelos escravos. A sensualidade dos movimentos já levou a Côrte e o Vaticano a proibirem a dança no século passado. No Brasil o "Lundu", assim como o "Maxixe" (a dança excomungada pelo Papa), foi proibido em todo Brasil por causa das deturpações sofridas em nosso país. Mas, mesmo às escondidas, o "Lundu" foi ressurgindo, mais comportado, principalmente em três Estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e na Ilha do Marajó, no Pará. A dança simboliza um convite que os homens fazem às mulheres "para um encontro de amor sexual". O "Lundu", considerado ao lado do "Maxixe ", uma dança altamente sensual, se desenvolve com movimentos ondulares de grande volúpia. No início as mulheres se negam a acompanhar os homens mas, depois de grande insistência, eles terminam conquistando as mulheres, com as quais saem do salão dando a idéia do encontro final.
Marabaixo Dança do Amapá. Os negros preservam o Marabaixo (mar a baixo), dança que se assemelha ao arrastar dos pés presos pelas correntes da escravidão. No canto cadenciada aparecem os lamentos do cotidiano e saudades da África. O Marabaixo ocorre nas principais comunidades negras, como Mazagão Velho, Curiaú e Igarapé do Lago, além dos bairros do Laguinho e do antigo bairro da Favela em Macapá. Essas comunidades também desenvolvem o Batuque, ritmo tirado de tambores artesanais e instrumentos de percussão feitos com madeira e sementes.
Maracatu Grupo carnavalesco, de origem negra, que desfila em Pernambuco, Ceará e outros estados do nordeste brasileiro. Os integrantes do maracatu percorrem as ruas, cantando e dançando ao som de percussão, fantasiados de rei, rainha, príncipes, damas, embaixadores, índios e baianas. O termo maracatu também designa a música que acompanha os desfiles.
Marujada Trata-se de um auto dramatizado, onde predomina o canto sobre a dança. Há uma origem comum entre a Marujada de Bragança no Pára e a Irmandade de São Benedito. Quando os senhores brancos atenderam ao pedido de seus escravos para a organização de uma Irmandade, foi realizada a primeira festa em louvor a São Benedito. Em sinal de reconhecimento, os negros foram dançar de casa em casa para agradecer a seus benfeitores. A Marujada é constituída quase exclusivamente por mulheres, cabendo a estas a direção e a organização. Os homens são tocadores ou simplesmente acompanhantes. Não há número limitado de marujas, nem tão pouco há papéis a desempenhar. Nem uma só palavra é articulada, falada ou cantada como auto ou como argumentação. Não há dramatização de qualquer feito marítimo. A Marujada de Bragança é estritamente caracterizada pela dança, cujo motivo musical único é o retumbão.
Pastoris São danças e cantos que por ocasião das festas de Natal se realizam em homenagem ao Deus Menino. Em geral se desenvolve; defronte de um Presépio ou em tablados, em praça pública. É um rancho alegre de meninas, mocinhas, que ano após ano entoam ao Menino Jesus. As pastorinhas representam autos. Festivo teatro popular, alegre, mas cheio de ensinamentos morais e as músicas são cheias de ternura. Seus personagens são a Mestra, a Contramestra, Diana, a Camponesa, Belo Anjo, o velho e as simples pastoras. Dois partidos vestidos de cores diferentes, dois cordões disputam as honras de louvar Jesus Menino.
Pericom Provavelmente originou-se na região do Rio da Prata, na primeira metade do século 19. Dança muito popular no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina, é uma dança de conjunto. Deve ser dançada por grupos de pares (no máximo doze), como a quadrilha. Os dançarinos realizam as evoluções, tempos fortes de cada compasso. É comandada pelo "bastoneiro” ou “marcante” que ordena as Evoluções que quiser. O comando se divide em duas partes: “Agora...” (preparação) e "se foi . ..” (execução) No inicio e no fim da dança os cavalheiros dizem versos.Quando a dança termina, fica apenas um cavalheiro cantando versos com o violeiro mandante.
Ticumbi Versão capixaba da Congada.Somente é encontrada no Estado do Espírito Santo. Dança dramática-guerreira, é praticada por negros que se vestem na maioria das vezes de branco. Usam japonas ou batas longas enfeitadas de fitas muito coloridas. Amarram na cabeça um lenço que lhes dá um "ar de mouro". Sobre o lenço usam flores de diversas cores. Alguns colocam sobre o lenço um chapéu de palha todo enfeitado de fitas e flores. Os dois reis se distinguem graças às coroas de papelão pintado de dourado. Capa longa de damasco ou cetim lamê cintilante. Uma faixa "presidencial" que vai do ombro esquerdo até a cintura oposta. Na cintura uma espada do "tempo do Império". Os reis São servidos por pajens ou secretários cada qual com a capa da cor do seu reinado. As duas cores escolhidas pelos reis para a sua corte variam. O vermelho quase sempre está presente numa das cortes. e uma cor forte, de grande efeito nos mantos reais. Rei Congo e Rei Bamba são as figuras principais do Ticumbi. Dois Reis negros lutam para ter o privilégio de realizar sozinho a festa de São Benedito, padroeiro dos negros do Brasil. O rei Bamba é vencido pelo Rei Congo e por este é batizado, com toda a sua corte. Então todos dançam e cantam o Ticumbi. O Ticumbi tem um intuito nitidamente visível conversão e batismo de pagãos São muito simples. Usam chocalhos. Apenas uma viola acompanha as cantorias.